Ainda moramos de aluguel


 

Assim que me graduei em engenharia, fiz a mala e botei os pés na estrada em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Foi um período muito difícil pois, vários desafios me foram impostos após ter sido contratado por uma empresa de porte médio, situada em uma região inóspida do Brasil.

Os principais desafios foram:
  • Adaptar-me a uma nova cultura.
  • Viver dentro das condições limitadas da região.
  • Passar os finais de semana sem cinema, teatro, baladas, etc.
  • Encontrar o meu lugar dentro do ambiente corpotativo.
Quantas vezes pensei em chutar o balde e voltar para a minha cidade a quase 2.000 km de distância. Mas ainda bem que tive maturidade suficiente para não fazer esta bobagem. Preferí me adaptar, me reinventar e aproveitar os momentos de ociosidade nos finais de semana para ler e estudar muito.

Nesse período, comecei a me interessar por imóveis e decidí procurar por lotes e apartamentos para comprar e alugar, não naquela lugar, mas em cidades que tinham ótimo potencial de crescimento.

Minha namorada, hoje minha esposa, morava em uma cidade referência na região. Esta cidade ficava a uns 200 km de distância da empresa onde eu trabalhava, por isto, só poderia estar lá nos finais de semana. Lembro-me que andávamos a pé por horas em vários bairros e regiões da cidade para estudar o seu potencial de crescimento, conversar com vários corretores e pessoas que poderiam nos orientar sobre o mercado imobiliário e o plano diretor da cidade. Assim, nesta cidade iniciava a carteira de imóveis G65. Nesta época os imóveis não eram tão caros e nesta cidade eram relativamente baratos, pois sempre escolhiamos áreas ainda sem muita infraestrutura.

Depois de alguns anos me desliguei da empresa e já casado fomos morar em outra cidade, aliás, em outra região do país. Alugamos uma confortável casa e continuamos comprando imóveis para locação até meados de 2012, quando percebemos que os preços dos imóveis já começavam a explodir. Já não valia a pena adquirir imóveis pois, os preços começavam a ficar fora da realidade da cidade.

Neste período nos mudamos novamente para outra cidade. Isto implicou em alugar outro imóvel. Demorou, mas encontramos um apartamento que até o momento atende bem as nossas necessidades. Ele está numa boa localização, próximo ao centro, quase não utilizamos automóvel.

Apesar de em uma década termos adquirirdo imóveis como investimento, nunca moramos em casa ou apartamento próprios. Preferimos, até o momento, morar de aluguel pois, temos a liberdade de morar onde bem entendermos e ter a casa ou apartamento que atenda as nossas necessidades. Talvez em algum momento teremos que optar por comprar um imóvel para morar, fica claro que neste caso a decisão não é apenas financeira, mas tem um carater emorcional que não poderá ser negligenciado.

Quem é o nosso público alvo?




Na cidade onde atualmente estamos morando, existem dezenas de lojas de roupas. A grande maioria são lojas de roupas e acessórios femininos. Dentre estas lojas há uma especializada em roupas GG, outra em vestidos de noiva, duas voltadas para o público infanto-juvenil.

Pretendemos investir em uma loja de roupas e acessórios infanto-juvenil de ótima qualidade. Diante deste cenário, será que há espaço para o negócio que estamos planejando? Pensamos que sim, desde que tenhamos muito bem definido este nicho de mercado que pretendemos explorar. Não queremos concorrer com os grandes magazines que vendem de quase tudo um pouco e também não queremos medir forças com a maioria das lojas instaladas na região.

Diante do exposto, fica evidente a importância de evidenciarmos o nosso público alvo, pois, muita das decisões futuras dependerá disto, como:

  • A localização da loja.
  • Decoração do ambiente.
  • Qualidade dos produtos.
  • Prováveis fornecedores.
  • Nível de conhecimento dos vendedores.

Apesar de a cidade ser pequena, menos de 40.000 habitantes, há uma parcela razoável da população que possui um bom poder aquisitivo. Este público tem um perfil de consumo que pode ser definido da seguinte maneira:

  • Procuram roupas de confecções que apresentam boa qualidade.
  • Frequentam os melhores restaurantes da cidade.
  • A maioria tem filhos em escolas particulares.
  • Almoçam fora nos finais de semana.
  • Frequentam festas da sociedade local.
  • Apresentam-se quase sempre com um look impecável.

Acreditamos que esse o público torne a loja rentável, pois é capaz de adquirir o vestuário na faixa de preço que pretendemos vender. Devemos frisar sempre que a qualidade das roupas deve ser primordial, pois se trata de pessoas muito exigentes.

Está claro que não queremos diversificar os produtos e potenciais clientes da loja para mantermos a vantagem competitiva de atuar em apenas uma área. Isto irá facilitar bastante a manutenção do foco, o gerenciamento de estoques e compras.

Apesar deste breve levantamento, deveremos continuar estudando nosso público-alvo e se possível nos aproximar dele. Será importante fazermos uma pequena pesquisa de mercado, até mesmo junto ao comércio já instituído para tentarmos criar uma visão clara dos desafios que a nossa futura loja de roupas infanto-juvenil irá enfrentar em termos de consumidores.

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