Deixa a vida me levar?


 

Sala espaçosa e bem arejada onde as estações de trabalho estão bem distribuidas. No centro encontra-se a mesa redonda para reuniões e próximo à bancada da secretária fica exposto um potinho de balas que adoçam alguns momentos de estresse. Aliás, o pote estava quase vazio, sinal que a semana não foi fácil. Este é o meu ambiente de trabalho quando não estou em campo. Lugar muito tranquilo para exercer boa parte das atividades.

Era uma sexta-feira exageradamente fria. Alguns colegas se preparavam para sair mais cedo, outros já estavam grudados aos celulares agendando algum programa e poucos ainda permaneciam concentrados nas tarefas afinal, ainda era o horário de trabalho.

Eu estava no meio de dois projetos importantes e não queria perder tempo. Não gosto de levar serviço para casa, por isto sempre tento aproveitar ao máximo o tempo que estou na empresa para me manter focado nas atividades de algum projeto.
Eram umas quatro horas da tarde quando a porta da sala se abriu vagarosamente revelando uma figura enorme, de quase dois metros de altura. Entrou com passos firmes caminhando em direção ao pote de balas, retirou algumas e cumprimentou-nos. O que o diretor queria? Afinal, não era muito comum a sua presença no setor. Ele sentou-se à mesa redonda e com um leve gesto de mão chamou-me.

Após a reunião relâmpago onde me adiantou alguns pontos importantes de um novo projeto, não resistí a uma brincadeira.

- O copo já está cheio, se pingar uma gota vai derramar tudo.

Eu havia esboçado um leve sorriso enquanto uma baita dose de adrenalina jorrava em minha corrente sanguínea afinal, o desafio era grande. Uma vez assumido o compromisso, o negócio era arregaçar as mangas, botar a cabeça para funcionar e tocar o barco. 

- O que você faz de meia noite às seis da manhã?

Retrucou o diretor capturando a última bala do pote. O silêncio havia pairado sobre o ambiente.

- hummm…

Resmunguei e em seguida breves gargalhadas.

Já estamos acostumados a trabalhar juntos, por isto esta liberdade nas brincadeiras. o big boss sabia que eu iria reprogramar a agenda de trabalho e daria prioridade ao novo projeto devido a importância dele. E óbvio, ele tinha a certeza que os meus finais de semana são para a família e meus projetos pessoais.

Ao final do expediente, no caminho de casa, fiquei refletindo sobre como algumas pessoas se dedicam à empresa. São bem empenhadas em suas atividades – planejando, refazendo orçamentos, buscando informações e etc. Enfim, se esforçam para obterem os resultados esperados, mesmo que isto implique em algumas vezes sacrificar um sábado ou domingo. Mas porque a maioria destas pessoas não dispensam a mesma dedicação para atingirem as suas metas pessoais?

Ao longo da minha vida profissional conhecí apenas três pessoas que conquistaram o que planejaram durante anos. Nas horas vagas e durante muitos finais de semana elas se debruçaram sobre seus planos, refaziam seus orçamentos familiares sempre que necessário, estudavam até altas horas, enfim, corriam atrás dos sonhos (metas). A maioria das outras pessoas surfou na onda do Zeca Pagodinho -  deixa a vida me levar. Hoje têm sérios problemas financeiros. É uma pena!
 

Mais alguns passos rumo à independência financeira



Consegui, ao longo de uma década, formar uma carteira de imóveis que me geram uma boa renda a qual é totalmente reinvestida na aquisição de outros imóveis. Mas este ciclo finalizará em 2018, quando o último imóvel irá intergra a acarteira (ver aqui). A partir de 2018, a renda gerada pelos imóveis será destinada a outros tipos de investimentos que ainda não tenho bem definidos.
Dando continuidade aos objetivos para se atingir a meta G65, iniciei este mês duas importantes ações:
  • Montar uma carteira de renda variável voltada para geração de fluxo de caixa.
  • Estudar a abertura de um negócio próprio.
A carteira de renda variável é constituída por apenas fundos de investimentos imobiliários (FII), talvez futuramente integre algumas ações. A carteira tem um valor muito baixo, algo em torno de R$ 3.000,00. Pretendo realizar regularmente pequenos aportes por um período. O objetivo é ter uma carteira cujo valor seja de no mínimo R$ 100.000,00 e a renda gerada fique próxima a  R$ 10.000,00 anuais. Portanto, está claro que futuramente os aportes deverão ser robustos.
Para mim é muito importante abertura de um negócio próprio, dedicar horas em algo que gosto, afinal, nunca passou pela minha cabeça parar de trabalhar, mesmo conquistando a independência financeira. A muito tempo que considero esta possibilidade porém, devido as várias mudanças de cidade, por as ações em prática era muito complicado. Mas agora as coisas mudaram, abrir um negócio se tornou uma opção muito factível. Tenho algumas idéias de negócio e pretendo apresentá-las aos poucos, aqui no blog. Quem puder me ajudar com opiniões, esteja a vontade.
Para conhecer melhor onde vou investir muitos finais de semana, mais de 10 horas de trabalho e outras peculiaridades do mundo do empreendedorismo, terei que seguir alguns passos importantes como:
  • Elaborar um plano de negócio.
  • Conhecer pessoas da área.
  • Participar de seminários, feiras, fóruns, workshop relacionados ao negócio.
Um negócio próprio é o investimento mais arriscado que se possa fazer, muito mais que renda variável, sempre tive esta noção. Porém, tenho pelo menos três anos para fazer um bom dever de casa, tirar minhas dúvidas e me familiarizar com o meio em que o negócio está inserido minimizando assim, alguns riscos e evitando outros.
Como visto, as tarefas pelos próximos meses serão árduas, portanto, a ação agora é arregaçar as mangas e mãos-a-obra.








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