A decisão, o fim de um processo




Não resta dúvida que para muitos o mercado de ações é fascinante e extremamente excitante. Ele é capaz de potencializar sentimentos obscuros e típicos da natureza humana como a cobiça, o egoísmo, a soberba e a ganância.  Os investidores que se encontram neste estado de overdose de emoções tornam-se arquitetos de complexas operações “vencedoras”  isentas de fundamentos consistentes. Decisões sem base levam muitos ao preciso caminho rumo ao fracasso.


Não é raro encontrar pessoas que operam com a mente entorpecida por pensamentos como:

  • Ah, se eu não tivesse tido pressa para finalizar esta operação , teria ganhado uma bolada.
  • Vou operar opções afinal,  o que rende 45% em um dia?
  • Se quiser ficar rico em pouco tempo opere alavancado com derivativos

Espera-se que pensamentos carregados de emoções se esvaiam da mente do investidor com seu avanço nos estudos a respeito da dinâmica do mercado financeiro, com o acúmulo de  experiências adquiridas ao realizar operações e com a conquista da verdadeira disciplina e autocontrole.

Os investidores “velhos de mercado” sabem que um bom processo decisório envolve os seguintes pontos básicos:

  • conhecimento mínimo a respeito do mercado de ações.
  • Estratégia de investimento bem definida.
  • Capacidade de antever cenários mais prováveis para uma dada ação ou setor.
  • Controle emocional.

Quanto mais desenvolvido o investidor estiver em tais pontos, melhor será o seu processo decisório e bem embasados estarão os argumentos para posterior explanação a respeito do desempenho de sua carteira.


O fantástico poder dos juros sobre juros




No ensino fundamental as escolas apresentam aos alunos as equações dos juros simples e juros compostos e aplicam uma série de exercícios para se calcular taxas de juros, valor presente, valor futuro, número de parcelamentos, etc. e convenhamos, assunto nada agradável neste período da vida estudantil.


No ensino superior, complementam as informações sobre  juros dizendo que o famigerado sistema de juros sobre juros pode ser chamado também de capitalização composta e novamente é dada uma série de exercícios de aplicação.

Se percebe como é incrível que neste longo período, da adolescência até meados da faculdade, ninguém enfatiza com veemência que, conforme já dizia Einstein, os juros compostos permitem uma confiável e sistemática acumulação de riqueza. Poucos professores destacam a importância dos jovens se beneficiarem imediatamente do que está escancaradamente expresso na simples fórmula dos juros compostos. Isto pode estar ocorrendo pela pura falta de conhecimento dos professores e dos pais de assuntos relacionados a educação financeira.

As poucas pessoas que decidem trilhar o caminho da independência financeira devem perseguir o efeito dos juros compostos para potencializar os investimentos. Isto é realizado aumentando o valor do montante principal através da reaplicação do rendimento recebido. Deve ficar claro que se for sacado o rendimento, sempre se receberá o mesmo rendimento no mês seguinte e portanto a ênfase estará sendo dada aos juros simples.
 
Não é raro ouvir pessoas reclamarem dos bancos e credores por determinarem os valores das dívidas com base no sistema de juros sobre juros. Elas acham que este sistema foi criado para beneficiar uma classe de pessoas que só pensam em ganhar dinheiro de maneira fácil. Esta é uma visão deturpada e unilateral a respeito do sistema. É fato que os juros compostos causam um enorme dano para os devedores e constituem um mecanismo justo para criar riqueza aos credores. Cabe às pessoas escolherem o lado que pretendem ficar.

O sistema de capitalização composta exige do investidor o sacrifícios de não gastar o dinheiro no presente e esperar com paciência pelo crescimento da bola de neve para depois de alguns anos ele se beneficiar da geração de riqueza. Se as pessoas tivessem a convicção do poder multiplicador dos juros compostos quando jovens, estariam em situação bem mais confortável hoje. Se fosse obrigatório o ensino da educação financeira nas escolas, o Brasil se tornaria, no longo prazo, um país "exponencialmente" melhor.



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